Como vai o livre-arbítrio?


Tantas coisas ditas em vão. A preocupação das pessoas com a vida dos outros é tão sintomática. Viver a própria vida está cada vez mais insuportável. Acho que há cada vez mais vazio por dentro enquanto por fora reina a confusão e o excesso de informações. Aqueles que conseguem se inebriar com o ópio do povo e viver fora da realidade buscando a fuga nas drogas (inclundo as lícitas), vivem suas vidas fantasmas e se orgulham de dizer que “vivem um dia de cada vez”. Na verdade o que falta é uma perspectiva a buscar. Tendo uma vida tão vazia, é muito mais interessante discutir qual celebridade morreu, se matou, se separou, quanto vai ganhar o jogador de futebol que vai mudar de time, etc. Isso sem falar na degradação do corpo e da mente.

Aqueles que não se encaixam na torre de babel da globalização e da banalização dos sentimentos se entristecem e se fecham. São covardes? Estão com medo? Estão doentes? Quem saberá dizer? O fato é que o cheiro de morte cerca a todos. Os alienados estão condenados à morte de seus cérebros, o que não dá tempo nem de dar ao coração a oportunidade de desenvolver seus sonhos e planos. Os desiludidos tiveram tempo de alimentar em seus corações, sonhos que hoje são impossíveis de se realizar. Assim, entristecem, secam e também morrem.

Correm na internet tantas mensagens de otimismo. Correntes, orações e esperanças de um novo amanhã. Imagens de Jesus e de Nossa Senhora. Isso tudo prova que as pessoas querem acreditar num mundo melhor e isso é bom. Mas porque iríamos querer acreditar tanto num mundo melhor? Parece que o caos já vem se instalando. Sei que essa é uma visão muito pessimista do quadro geral. Afinal o mundo está cheio de pessoas maravilhosas e há um Deus lá em cima torcendo por nós. Acredito verdadeiramente nisso e não é minha intenção trazer mais escuridão, e sim luz aos fatos.

O fato é que é hora de pensar com muito cuidado sobre o livre-arbítrio, pois as pessoas precisam dele mais do que nunca para optar pelo construtivo, belo e pela esperança forte e real, aquela que faz ir pra frente da melhor forma possível, quase como que levar uma topada, cair, levantar, mas andar para frente, tomando o cuidado de, nesse momento, se estar caminhando por um jardim!

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