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Definições interessantes

Assistia ao programa da Patrícia Travassos na GNT, o Alternativa Saúde, e naquele dia estava sendo exibida uma matéria sobre a terapêutica do riso. Patrícia entrevistava um palhaço (artista) que deu umas definições muito interressantes sobre humor, comédia e palhaçada. Eu não lembro suas exatas palavras, mas vou tentar explicar, colocando algumas de minhas impressões sobre o tema:
Segundo ele, o humor está na cabeça, exige inteligência, elaboração e costuma ser bem sutil. Ainda segundo o palhaço, até o tipo de riso causado é peculiar, pois demanda também inteligência da platéia, para captar a essência da mensagem. Já a comédia provoca uma reação nas entranhas e muitas vezes a pessoa chega a segurar a região da barriga de tanto rir. A comédia é engraçada e costuma provocar gargalhadas pois é uma coisa mais extrovertida, escancarada. É algo que geralmente é feito por quem já tem um dom, pois existe um timing que precisa ser respeitado, e apenas pessoas com talento possuem este timing. É um momento certo de calar ou falar, de fazer determinadas expressões e olhares.

Então ele falou sobre a palhaçada. Ele disse que se concentra na região do coração, visto que mesmo engraçado o palhaço geralmente é uma figura que provoca emoções fortes, às vezes alternadamente contraditórias. Eu achei muito interessante porque há mesmo algo de muito sensível e terno no palhaço, que costuma causar uma empatia imediata na platéia. O primeiro exemplo que veio à minha cabeça foi Charles Chaplin e seu inesquecível Carlitos. Ele não é um palhaço convencional com nariz vermelho e roupas coloridas, mas sua capacidade de nos fazer rir do miserável vagabundo, sempre lutando contra a fome, o preconceito e a humilhação, era genial. Essa entrevista me tocou de forma especial pois só então refleti sobre a grande responsabilidade do palhaço. Sua platéia composta em sua maioria por crianças, geralmente também está cheia de adultos, e mesmo assim, ele agrada a todos, pois sua graça sai de seu coração, atingindo diretamente os demais corações.

Não somos capazes de mudar mentes apenas com a nossa inteligência ou cultura para fazer humor. Podemos até influenciar algumas vidas, mais a mudança só cabe a cada um. Não temos todos o timing dos comediantes, visto que, na minha opinião, este é um dom que apenas algumas pessoas têm. Na comédia, há coisas muito engraçadas, que provocam uma forte reação, mas não têm longa duração e não são tão marcantes porque as entranhas estão sempre absorvendo e a seguir expelindo, literalmente, as coisas.

Mas o que toca o coração, isso nunca se esquece. A emoção é um sentimento poderoso. Aquilo que nos emociona nos transforma, mesmo que imperceptivelmente. A emoção vivida e marcada na alma sempre volta. A qualquer momento um cheiro, uma luz, uma sombra, um sabor ou um olhar podem nos trazer de volta aquele momento tatuado no coração. Os humoristas e comediantes são fundamentais em nossa vida tão sofrida. Esquecer os problemas por alguns momentos e sentir-se feliz é impagável.
Porém, o sorriso do palhaço, seu olhar de ternura e seu generoso esforço de nos fazer felizes, mesmo que para isso seja preciso chorar e até mesmo humilhar-se… isso permanece. Isso nunca se esquece!
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Saindo do caixão

Cara… tá difícil de reencontrar minha “criatividade perdida”. Tanto tempo sem escrever nem mesmo ler coisas realmente boas que acho que fiquei meio burrinha. Para compensar o tempo perdido estou fazendo uma assinatura da revista Piauí (já ouviram falar?) que aborda de tudo um pouco, de uma forma bem inteligente e engraçada, graças à uma equipe de primeira que trabalha no periódico. Já assino a Época para saber o que está acontecendo por aí (não assisto mais TV aberta e não leio jornais – o segundo é pecado, mas já comecei a ler online). Também assino a Galileu que é ótima e me fez refletir sobre coisas que nunca tinha prestado atenção. Além disso vou finalmente fazer um curso de espanhol, que tanto adiei enquanto estive fora uns anos numa onda diferente. Parece que fui liberada do caixão.
Como todo mundo sabe, minha paixão mesmo é o cinema. Portanto assisto filmes compulsivamente e adoro!!! Mas não dá para falar nessa postagem sobre os filmes que venho assistindo. Por isso, falarei apenas sobre o restante. Como tenho tempo (tudo tem um lado bom, até a doença) posso me dar ao luxo de assistir também à muitos documentários de diversos canais interessantes como os canais do Discovery, GNT, Animal Planet, A&E, entre outros. Mas confesso que me entrego muitas vezes à banalidades que me distraem e fazem rir, como as animações maravilhosas do Seth Macfarlane: American Dad e Family Guy que são hilárias (canal FX). Isso sem falar nos Simpons (FOX), que continuam fantásticos. Agora, que ninguém nos ouça, também vejo algumas coisas do E!, como as cirurgias desnecessárias e a obcessão por beleza que está se tornando (já se tornou?) mais um dos males do século. A mente humana me fascina, isso sem contar minha fascinação pela morte e violência. Tenho sim, e daí?
Comecei. A parte mais difícil acabou. Então vou contar mais do que ando fazendo. Estou finalmente escrevendo meu primeiro romance de ficção. O tema e o nome ainda são segredo (inclusive para mim). Mas sei que terá muito a ver com a minha história e quem me conhece vai rir quando ler algumas passagens da minha “ficção”. Mas, não se preocupem. Não entregarei os podres de ninguém, apenas os das personagens (hihihiihihi).
Também estou trabalhando num roteiro sobre vícios, viciados, traficantes, grandes empresas, etc. Por enquanto sei que será um monólogo, mas não seguirei com ele se perceber que irá cair no lugar comum. Se não der para ganhar o Oscar de melhor roteiro original, estou fora. Não posso manchar meu nome como escritora, sabe como é…
Me despeço porque sei que se não fizer isso ninguém lê até o final. Volto em breve. Beijos de amor para todos que me apoiaram e saibam que esses foram os melhores 5 anos da minha vida. Agora entendo o que Deus queria de mim. Ele me ensinou a ser só e parece que estou aprendendo a me amar e realmente curtir ficar sozinha comigo. Não é o máximo?