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Pai, sinto muito a sua falta

Hoje faz 6 anos que meu pai foi embora e eu nunca mais o vi. Não! Não fiquei louca de vez! Só escrevi esta frase para reforçar a coisa mais triste que existe na morte. Nunca mais o vi. Nunca mais conversamos. Nunca mais ele cozinhou pra mim. Nunca mais bebemos uma cerveja juntos. Nunca verei meu pai velhinho. Nunca mais serei criança no colo dele. Nunca mais veremos o pôr-do-sol juntos e acho que nunca vimos. Isso é muito triste!
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Algumas (ótimas) respostas

Aqui vão alguns comentários de amigos que leram a mensagem sobre a minha depressão. Adorei (mesmo). Principalmente por se darem ao trabalho de me responder. Eu posso até ser “pancada”, mas acertei em cheio na escolha dos meus amigos. Só gente inteligente, fina, elegante e sincera, com habilidade, pra entender…

p.s.:
Marcos: Obrigada por me brindar mais uma vez com sua inteligência ácida e deliciosa. Você é um dos poucos que está sempre batendo à minha porta. Uma hora dessas vou sair daqui do túmulo e vou ao Rio dar boas gargalhadas (neuróticas) com você. A letra amarela é usada para diferenciar comentários. Desculpe, mas tem sido a de melhor visualização. Em sua homenagem vou tentar mudar. Adorei seu p.s.

Cláudio: E você Cláudio, com essa sua sensibilidade que só uma mente linda e rica pode ter, acertou em cheio na música. Eu amo essa música (e venero o Luiz Melodia) e ela é totalmente meu momento e minha personalidade. Obrigada. Vai passar a ser o meu hino!!! Pérola branquela, te amo, te amo.

Comentário do Marcos:
Oi meu bem, sinto pelas oscilações do seu transtorno. Oxalá eu pudesse fazer algo para banir de vez essas sensações da sua vida. Não, eu não peço para ninguém tirar o gesso; pelo contrário. Eu digo que têm que ficar até o fim do tratamento pois não tenho qq autoridade sobre o assunto.
Mas infelizmente, e vc pode dizer para as pessoas que assim “afirmarem”, que realmente É PSICOLÓGICO, pois se não o fosse, se fosse físico, bastava engessar/fazer compressa/tomar anti-inflamatório/anti-biótico/etc, para poder ficar BOA e NÃO DEPRESSIVA. Lamentavelmente a nossa psique é o que nos direciona e, para o bem ou para o mal, sofremos com as suas “variantes disfunções”.
Te compreendo e lamento muito não poder estar aí SEMPRE para darmos aquelas gargalhadas juntos, mesmo que entremeadas de choros compulsivos. Se para alguns vc é “boring”, pena que não conhecem o “funny”. ESTE É MUITO MAIS IMPORTANTE E FAZ MUITO MAIS DIFERENÇA QUE O OUTRO!
Bjs guerreira!
PS.: que letra amarela é essa, caralho!?

Comentário do Cláudio:
Luzia
Deve ser uma foda ter depressão, não dá mesmo para julgar de longe, acho que nem de perto. Por aqui, só posso torcer muito para que essa merda passe. Se ouvir falar de um chá, uma pílula ou coisa parecida, aviso imediatamente. Imagino que em sua resposta pensou na música do Luiz Melodia, mas se foi um acaso segue a letra:

Tente passar pelo que estou passando

Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar pois estou de amando
Baby, te amo, bem sei que te amo
Tente usar a roupa que eu estou usando
Tente esquecer em que ano estamos
Arranje algum sangue, escreva num pano
Pérola Negra, te amo, te amo
Rasgue a camisa, enxugue meu pranto
Como prova de amor mostre teu novo canto
Escreva num quadro em palavras gigantes
Pérola Negra, te amo, te amo
Tente entender tudo mais sobre o sexo
Peça meu livro querendo eu te empresto.
Se intere da coisa sem haver engano
Bj.,
Cláudio
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Antes de partir…

“Um filme cujos protagonistas são Jack Nicholson e Morgan Freeman, com diálogos bem construídos e um humor inteligente (mesmo tratando de um assunto difícil como a finitude da vida) já entra em cartaz com vantagem, mesmo que o roteiro não seja lá muito surpreendente.
Antes de Partir não é mesmo surpreendente, mas isso também pode ser uma coisa boa. Ficamos sempre correndo atrás de fórmulas novas quando deveríamos nos dedicar mais a reforçar certas verdades. E a verdade do filme, se pudesse ser resumida numa frase, seria: aproveite o tempo que lhe resta.Nada que você já não tenha escutado mil vezes.
Nicholson e Freeman interpretam dois sessentões que descobrem estar com uma doença terminal. Os prognósticos apontam seis meses de vida para cada um, no máximo um ano. E agora? Esperar a extrema-unção numa cama de hospital ou buscar a extrema excitação?
Sem piscar, eles aventuram-se pelo mundo praticando esportes radicais, conhecendo lugares exóticos, desfrutando todos os prazeres de uma vida bem vivida – claro que um deles é milionário e banca tudo, detalhe que nos falta na hora de pensar em fazer o mesmo. Você não pensa em fazer o mesmo?
Você, eu e mais 6 bilhões de homens e mulheres também estamos com a sentença decretada, só não sabemos o dia e a hora. Está certo que é morbidez pensar sobre isso quando se é muito moço, mas alcançando uma certa maturidade, já dá pra parar de se iludir com a vida eterna, amém. Com dinheiro ou sem dinheiro, faça valer a sua passagem por aqui. Não sei se você percebeu, mas viver é nossa única opção real. Antes de nascermos, era o nada. Depois, virá mais uma infinidade de nada. Essa merrequinha de tempo entre dois nadas é um presentaço. Não seja maluco de desperdiçar.
Ok, quantos de nós podem sair amanhã para um safári na África, para um tour pelas pirâmides do Egito, para um jantar num restaurante cinco estrelas na França? Ou teria coragem de saltar de pára-quedas e pisar fundo num carro de corrida numa pista em Indianápolis? Se não temos grana nem dublês, então que a gente se divirta com outro tipo de emoção, que o filme, aliás, também recomenda.
Reconheçamos o básico: uma vida sem amigos é uma vida vazia. O mundo é muito maior que a sala e a cozinha do nosso apartamento. A arte proporciona um sem-número de viagens essenciais para o espírito. Amar é disparado a coisa mais importante que existe.
Que mais? Desmediocrize sua vida. Procure seus “desaparecidos”, resgate seus afetos. Aprenda com quem tiver algo a ensinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado. Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento limite para se dar conta disso. O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir.”
Martha Medeiros
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Dá uma opinião aí p…

Bom, vamos pensar:O que na realidade é uma traição? A realização do ato ou até mesmo um simples olhar?
E a tal traição, só serve para relacionamentos amorosos?
E as amizades traídas?
E os colegas de trabalho que nos traem? E o cara da padaria que, esquecendo de uma fila existente, opta por servir àquele conhecido que está atrás de nós?
Ficam então várias pulgas atrás das orelhas dos “nossos” blogueiros!Agora quero a resposta…
Beijos,Nando.

Fernando lançou o primeiro passo para o debate. Ninguém tem nada a dizer? Será que nenhum corno lê o meu blog? Ah desculpe. Foi engano…
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Trair é natural? (Ah! Eles vão adorar!!!)

A discussão do momento, apesar do tema já estar sendo pesquisado em torno de 15 anos, é: Afinal, o homem é ou não um animal monogâmico? É claro que ciência e religião, sociedade e essas “coisas”, sempre hão de divergir. Todos vêm armados até os dentes com suas “verdades absolutas”, como se existisse tal coisa.
Casos de traição não são novidade (jura?) – e fazem parte da natureza animal. O livro O Mito da Monogamia, aponta os hábitos sexuais de centenas de animais. Todos são poligâmicos, até mesmo aqueles tradicionalmente tidos como fiéis, como o cisne por exemplo.
Existem explicações muito controversas para quem defende a poligamia, tal como o fato do homem ter infinitos espermatozóides e a mulher apenas poucos óvulos, que nascem e morrem com ela, aom exceção daquels liberados durante a vida (isto é, vão envelhecendo e os espermatozóides continuam sendo produzidos, produzidos, produzidos).
Existe ainda uma pesquisa feita pela Universidade do Tennessee. A conclusão: o casamento com mais chance de dar certo é aquele formado por homem mais feio que sua parceira. Quando o homem se acha atraente assume menos compromisso com o relacionamento e fica mais aberto à traição.
Bom, de acordo com o artigo que li na Revista da Semana (edição 30), do qual estou extraindo algumas informações para esse texto, mesmo assim homens e mulheres continuam optando pelo modelo monogâmico (mesmo traindo feito uns loucos). Porquê? Parece que isso se deve a um acordo afetivo e social, sem relação com o instinto. Alguns pássaros, por exemplo, se revezam para tomar conta do ninho (nesse caso, imbutido aí o instindo de preservação da espécie), estreitando uma parceria entre eles.
Enfim, a fidelidade foi apontada em pesquisas como a principal condição para um casamento se manter feliz. Em segundo e terceiro lugares aparecem uma vida sexual satisfatória e o compartilhamento de tarefas. Bem, depois de alguns (muitos) anos de casados, continuar fiel, satisfeito sexualmente e fazer um jantarzinho para a esposa me parece mais com um filme de romance água com açúcar, de quinta categoria, o qual a gente assiste e chora, pensando: viu, pode acontecer comigo! Será? Amarga toda vida essa Caiçara… (Mas choro e penso as mesmas coisas).
Afinal, qual é a sua opinião? Acho que sendo tão difícil, principalmente para os homens, controlarem-se para evitar a traição quando se sentem atraídos por outras mulheres, parece que o pobrezinho está mesmo lutando contra a natureza, que acaba falando mais alto. Então, quando uma de vocês, amigas, levar um belo e enorme chifre, tente compreender o cachorro, porque a vida aí na selva não está nada fácil. São 3 milhões de fêmeas disputando um macho, que nem sempre é mesmo macho. A Caiçara que o diga. Já estou no “caritó” há mais de um ano. Tenho ódio de traição e vivo com medo de encontrar outro safado. Ah coitada!!!
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Ode à Fernando

Fernando
Amando
Errando
Lutando
Crescendo
Brilhando
Sofrendo
Partindo

Seguindo

Vivendo
Experimentando
Delícias
Que a Vida
Sempre há
De te dar
Por isso
Fernando
Mesmo
Errando
Acertando
Batendo
Ou apanhando
Caindo
E levantando
Continue forte
E tentando

(Pelo amor de Deus!!! Não fiquem tristes comigo os outros tantos amores rasgados que guardo no meu coração. É que Fernando escreveu uns comentários com tanto amor para mim, que me vi nesse momento apaixonada por ele. Estou me explicando mesmo, porque amo tanto vcs que não suportaria um mínimo de dúvida quanto à isso. Esclarecido?)
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A Escolha

No fundo do poço
Um pingo d´água
Sozinho
No escuro
Longe
De todos
Perto do poço
Um caudaloso rio
Pingos misturados
Correndo
Perdidos e desconhecidos
Do fundo do poço
Ele ouvia o barulho
De outros tantos pingos
A correr e nadar
Sem parar
Ali sozinho pensou
O que faço então?
De que me adianta lutar
Se fico, morro
Se saio, desapareço