Tire suas botas daqui

Em algum de seus relacionamentos, algum dia você sentiu como o Iraque, sendo invadido pelos EUA, como se esse “país” quisesse, com a desculpa de te transformar, à força, em um “país” melhor, roubar os teus tesouros, destruir tuas ruas, monumentos, praças, história, vida.
Nessa empreitada, este “país” – que muitas vezes você mesmo convidou a entrar, ou deixou, fingindo que não estava entendendo que aquilo não seria bom pra você – vai roubando o que há de melhor em você. Vai matando seus exércitos, que você demorou tanto a construir para se tornar forte, para enfrentar as guerras das quais você havia ouvido falar, ou mesmo já havia sofrido, e que quase te destruíram no passado.
Então começam as explosões de raiva, as execuções dos seus sonhos, as minas que acabam dia a dia com sua personalidade, as bombas que devastam sua fé no amor e no futuro, a fome de solidariedade, a solidão, a prisão, a depressão e a morte. Enquanto isso, te vendo cada vez mais fraco, o “país” continua a te matar aos poucos, mesmo que, sem saber, esteja fazendo um mal bem maior a ele mesmo (mas isso é outra história).
A imprensa (seus amigos e família), fica indignada, todos tentam abrir os olhos do mundo (seus olhos) para aquela injustiça, quem sabe te salvar… Muitos tentaram te ajudar antes mesmo que tudo acontecesse, mas por cegueira, orgulho, por desespero ou fraqueza, você já foi invadido e não consegue mais discernir o que deve ser feito. Tanto já foi destruído, e você acaba achando que o seu próprio algoz pode ser seu único salvador. Quem sabe ele cai em si? Quem sabe ele volta a me amar? Quem sabe ele te ajuda a se reconstruir através, pelo menos, da compaixão. Afinal, esse “país” parece ter tantos recursos, só que ele não tem o menor interesse em te ajudar e te fazer nenhum bem. O pior é que muitas vezes, você demora muito para entender isso e o único recurso que você queria mesmo era ser amado.
Nesse meio tempo, outros “países” podem querer te ajudar, se aproximam com boas intenções, mas você não vê nada, está tão abalada, destruída e desiludida sobre a existência do amor no mundo, que não acredita mais em ninguém. Aliás, tem medo quando algum estranho se aproxima. Ele pode estar fingindo…
O fato é que, após uma guerra, não sobra muito de nenhum dos dois lados. Um perdeu a alma (se é que ainda tinha) e o outro, o atacado, perde a esperança. Ambos têm que lutar para se recuperar, mas os USA não dão o braço a torcer. Dizem que estão fazendo o melhor para os dois “países” e que era seu dever realizar cada ato indigno envolvido nessa devastação, pois está tentando salvar o outro “país” (você) dele mesmo.
Cabe a você, o Iraque, continuar lutando para se libertar. Porém, o mais importante é que, uma vez terminada a guerra, após muita reflexão sobre os motivos de tudo ter acontecido, é fundamental (e possível, com a poderosa ajuda de Deus) transformar o que ficou de ruim, toda aquela carga de sofrimento, em energia para construir uma terra forte, santa e protegida pelos seus princípios e pela força poderosa de Deus. Assim, da próxima vez que algum “país” pensar em te invadir e destruir, diga a ele: “Tire suas botas, você está entrando numa terra consagrada a Deus, e nunca mais, ninguém, me fará mal”.
OBS.: Não há aqui nenhuma opinião ou posição política sobre a guerra USA Iraque. Não estou dividindo nada em categorias de mocinhos e bandidos. É só uma analogia.
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Um comentário sobre “Tire suas botas daqui

  1. Meu amor!Me fala a verdade, você se inspirou em mim, né? Nossa, caiu como um tijolo… Lindo mesmo!Fico muito feliz em te ver assim, escrevendo, botando pra fora… essa é a minha tão amada Lu!Parabéns pela sua inteligencia!Beijão, Nando.

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