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Origem dos nomes dos meses do ano

FOTO: MAIESTA, DEUSA DA HONRA
JANEIRO
Homenagem a Janus, deus romano do início e do fim de tudo.
FEVEREIRO
Nome derivado do latim februare (purificar), que era o mês em que os romanos faziam festas para se purificar dos pecados.
MARÇO
Homenagem a Mars, deus romano da guerra.
ABRIL
Nome derivado do latim aperire (abrir), mês em que as flores se abriam.
MAIO
Homenagem a Maiesta, deusa romana da honra.
JUNHO
Homenagem a Junus, principal deusa romana.
JULHO
Homenagem Caius Julius Caesar (Júlio César), maior general romano.
AGOSTO
Homenagem a Otavianus Augustus, primeiro imperador romano.
SETEMBRO
Originado do latim septem (sete): setembro era o sétimo mês do calendário romano.
OUTUBRO
Do latim octo (oito): outubro era o oitavo mês do calendário romano.
NOVEMBRO
Do latim novem (nove): novembro era o nono mês do calendário romano.
DEZEMBRO
Do latim decem (dez): dezembro era o décimo mês do calendário romano.
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FLIP, Marcos, Arriaga… são tantas emoções…

Há tempos desejava participar do evento e finalmente consegui. A cidade fervilha de tanta emoção, principalmente pela cultura que vem dela mesma, quanto pela que trazem e produzem os responsáveis pelo evento. É emocionante o desejo de consumo de cultura; nos faz acreditar que ainda há jeito através dela. Parabéns PARATY e a vc linda LU!

Na OFF FLIP, participei de alguns eventos – do Themilton e dos Roteiristas – e foi tudo muito legal e bem organizado. A organização está de parabéns e acrescento que tais iniciativas devem ser sempre estimuladas, pois produzem o que há de melhor. É com pouco que às vezes se faz o melhor!

Minha querida, como eu e o Edu fomos os responsáveis pelo delicioso momento junto ao Arriaga, informo que saiu em jornal a foto de vcs abraçados ao término da palestra. O Maurício, que estava conosco na FLIP viu a foto e pensou se era vc. Agora com a sua nota só pode ser, pois o final foi de gênio!Bjs

Marcos

Bem, é claro que muito me alegra o fato de meu amigo Marcos ter lido meu blog e feito esses comentários ótimos sobre a FLIP e a OFF, que curtimos juntos. Realmente parece que este ano a Festa estava especialmente melhor. Voltada realmente para o que, na minha opinião, deve ser seu objetivo principal: promover a leitura! As pessoas estão se interessando mais em conhecer o mundo através dos livros. Isso é impagável.
Porém, a hipótese de ter saído no jornal uma foto minha abraçando Guillermo me deixou com o coração na boca. PELO AMOR DE DEUS, quem souber dessa foto, que deve ter saído logo após a FLIP (depois de 08/07) e provavelmente na Folha de São Paulo, por favor, consiga uma cópia pra mim. Serei a pessoa mais feliz do mundo (pelo menos por algumas horas – hehehehe). Aliás, volto a dizer que graças à dúvida do Marcos e do Edu sobre o dito “bilhete”, é que pude dar aquele abraço maravilhoso naquele homem…
Ah, antes que eu me esqueça, a foto aí de cima é o Marcos, bem no meio da Praça da Matriz, que estava com uma decoração linda, assim como a cidade toda!
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O peso da Alma?

Caríssima, ontem o Jorge Forbes participou do Saia Justa do GNT e citou, entre tantas coisas, que devemos viver a morte/perda sempre, para em fim entendermos a nossa. De quê forma? Ninguém sabe; não há fórmula.Os seus comentários qto aos efeitos do “pão que não mata” devem ser uma forma de te fortalecer. Tire de cada sensação vivenciada a construção dessa fortaleza. Sábias as palavras do Wagner! À propósito, mesmo para quem não viu o filme 21 gramas, será que a citação ao final do filme não se refere à alma que se esvai? Mais uma dúvida lançada pelo Arriaga.
Marcos
Interessante a enquete lançada pelo Marcos. No filme, diz-se que uma pessoa perde exatos 21 gramas (todas as pessoas), no momento em que morrem. Alguém sabe o porquê? Será esse o peso da alma? Aguardo opiniões.

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Medo de ser livre….

Achei vc!!!!Adorei o texto,apesar de achá-lo meio triste. Mas pense assim: Pelo menos ela tem um ariano pra pensar… E eu que nem tenho uma história assim tão legal pra lembrar?? rsrsrsrs A sagitariana aqui não tá com muita sorte no campo afetivo não! rsrsrsE por falar em signos,vou copiar o texto dos signos, ok?

Gi

http://www.lendoavida.blogspot.com/

O amor virá Gi, para você, para ela, para mim, para todo mundo… Basta perdermos o medo de ser livres…

O Medo de Amar é o Medo de Ser Livre
Elis Regina
Composição: B. Guedes/F. Brant
O medo de amar é o medo de ser
Livre para o que der e vier
Livre para sempre estar onde o justo estiver
O medo de amar é o medo de ter
De a todo momento escolher
Com acerto e precisão a melhor direção
O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Prá ficar
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever: recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz
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Só pra se distrair…

Ela entrou no bar e viu que a noite ia ser uma daquelas. Muita gente, muita cerveja, muita azaração e nenhuma pessoalidade. Mas porque ela sempre buscava isso? Porque ela sempre precisava CONHECER a pessoa com quem iria passar a noite? Sei lá. Poderia ser porque ela estava ficando mais velha. Mas ela sempre tinha sido assim. Sempre com uma curiosidade absurda sobre as vidas, histórias, trajetórias, pensamentos, sentimentos e até, signos… Ela sempre perguntava os signos. Era um ritual para começar a odisseia de conhecer o outro. Ela julgava que, pelo signo, já ia ter uma idéia de como a pessoa era. Capricórnio? Hum, sei não… Virgem? Nem pensar! Não sei porque esses caras me atraem tanto! Taurino? Bom de cama. Geminiano? Dificuldades de se entregar. Canceriano? Família é só o que importa. Poderia ser ser legal, mas são meio complicados… Leonino? Vaidoso, mas confiável. Libriano? Não fazia a menor idéia. Aquariano? Inteligentes, quentes, estranhos… Arianos, bem, esse era um signo especial para ela. Era o inesquecível signo do inesquecível homem, por quem ela sentiu o mais inesquecível amor. Até bem pouco tempo ela podia jurar que não havia um amor só na vida. Ela achava que já tinha amado tantas vezes, que amor não podia ser “um só” como muita gente diz. Mas hoje, quase 10 anos depois de ter acabado, ela sabia que nunca mais… nunca mais ninguém como ele. Ele e o amor que tinham, eram daqueles que te fazem ser a melhor pessoa que você pode ser. Daqueles que despertam o melhor que há em você. Nunca mais encontrou ninguém que a fizesse sentir assim.
Talvez por isso ela ainda continuasse essa busca insana de conhecer as pessoas. Talvez fosse difícil aceitar que “só se ama uma vez”. Ela precisava amar de novo e, principalmente, ser amada. Nossa! Acho que nunca conheci ninguém que tivesse tanta necessidade do tal do amor, como ela.
Ela se sentou numa mesa perto da banda. Pediu uma cerveja. Ficou pensando em como já havia sido feliz naquele lugar. Quantas noites maravilhosas ao lado de seus amigos. Quantas noites mágicas junto dele, seu ariano…
Pediu mais uma cerveja, mais outra, mais uma por favor! Anestesiada, dançou a noite toda, mesmo aquelas músicas odiáveis que ela nem escutava mais. Não conheceu ninguém. Não conversou com ninguém. Pagou a conta, foi embora sozinha, cambaleando pelas ruas, com vergonha de ser vista por alguém. Chegou em casa, tomou seu calmante, chorou um pouco e dormiu.
Só mais uma noite em que ela saiu, toda enfeitada, pintada e cheirosa, pra se distrair…
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A última crônica – Fernando Sabino

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pra você, parabéns pra você…” Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
Um dos motivos pelos quais me apaixonei por crônicas!
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O cortador de pedras

“Quando nada pareço ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas, e eu sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as que vieram antes”.

Beijos do “cortador de pedras”.
Preciosas é claro !!!
Aproveitando essa feliz lembrança do Wagner, fiz uma pequena pesuisa para nosso enriquecimento cultural:
Os povos saxões o chamavam de Hanging Stones (Pedras Suspensas), escritos medievais chamavam de Dança dos Gigantes. Estas são denominações diferentes para referir-se ao mesmo monumento, hoje conhecido como Stonehenge (do inglês arcaico Stan = pedra + hencg = eixo). Stonehenge é um complexo monolítico, formado por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter cinco metros de altura e pesar quase cinqüenta toneladas, situado na planície de Salisbury, sul da Inglaterra, a cerca de 130 quilômetros de Londres.
Os responsáveis por sua construção, os métodos utilizados e sua finalidade, mantêm-se, ainda nos tempos atuais, como um grande enigma. Originalmente, o monumento era um círculo externo que media 86 metros de diâmetro. O círculo interno, com pedras maiores, de 5 metros de altura, contava 30 metros em seu diâmetro. Possuía 30 blocos verticais sobre os quais coloca- ram-se 30 blocos horizontais, formando um ininterrupto anel de pedra. Ainda mais alto, são os cinco portais que formam a ferradura externa, com cerca de nove metros de altura e perto de 15 toneladas. Ainda, existia uma avenida de acesso principal onde situavam-se os portais de pedra. Havia também do lado externo do círculo maior, uma série de cavidades no solo que circundavam o monumento. Estas cavidades estavam destinadas a um outro círculo de pedras, que nunca seria construído.