A felicidade de mentira…

Já ouviu falar do poeta, músico e ator de cinema americano, Jim Carroll? Bem, descobri, assistindo ao ótimo filme O Diário de um Adolescente, que, dos 13 aos 16 anos, ele sofreu “o diabo” por causa do maldito pó e etc. Sua sorte foi encontrar uma pessoa disposta a ajudar (um amigo que o resgata à beira da morte e o tranca em casa para desintoxica-lo), e seu grande talento para as artes, que já despontava aos 12 anos (1970), quando começou a escrever seu diário, que se transformaria em livro e filme no futuro. Uma mistura de alerta e desabafo, o filme é super realista, graças, ainda, à atuação do também adolescente, e já muito talentoso, Leonardo Di Caprio.

Lançado em 1993, O Diário de um Adolescente teve grande aceitação pelos jovens nova-iorquinos, indo logo parar na telona, em 1995, rendendo a Scott Kalvert, os méritos de melhor filme sobre a autobiografia de Jim Carroll. O longa-metragem estarrece pelas imagens, já que mostra como é fácil para uma criança (13 anos!!!) viciar-se em drogas pesadas, começando “de brincadeira” e destruindo tudo de bom que havia em sua vida, como seu grande talento para o basquete (o nome do filme é The Basketball Diaries) e sua relação com sua mãe, que não “segura a onda” e põe o menino pra fora de casa, depois de tantas mentiras e roubos, típicos de viciados. Se ela fez bem ou não, não cabe a mim julgar, o fato é que ele superou tudo e transformou o terror que viveu em música, poesia e sucesso!!

As cenas do garoto preso num apartamento, passando pela desintoxicação são pra lá de realistas. Eu nunca vi ninguém naquela situação terrível, mas dizem que dói fisicamente e a pessoa entra num desespero total para conseguir qualquer coisa que faça parar a dor. Na primeira oportunidade, ele ganha as ruas e vai correndo atrás do “mal em pó”. Sem dinheiro, procura a mãe, desesperado. Essa cena é muito forte, porque o menino tenta de tudo para que a mãe lhe dê dinheiro, gritando como um louco na sua porta. Ela, com o coração partido, chama a polícia para o próprio filho.

Jim retrata, ainda, seus três amigos – Pedro (James Madio), que se acaba nas drogas, Mickey (Mark Wahlberg) que pega 15 anos de prisão após assassinar um traficante e Neutron (Patrick Mc Gaw), o mais consciente da turma, que pula do “trem” antes do precipício. É deplorável ver como eles vão topando qualquer coisa e fazendo uma besteira atrás da outra para conseguir as drogas. Repito, fazem qualquer coisa mesmo. Para quem não conhece essa realidade, só assistindo o filme para entender do que um viciado é capaz.

O ótimo roteiro (numa abordagem absolutamente adolescente, portanto, muito clara e realista), a direção e o talento dos atores fazem de O Diário de um Adolescente um filme obrigatório para quem tem filhos numa idade perigosa. Para adolescentes que estão pretendendo se envolver com drogas, o filme é um “banho de água fria”, podendo evitar o olhar de fascínio sobre esse universo, que TODO MUNDO SABE que nunca acaba em boa coisa. Você conhece algum viciado em drogas que tenha uma boa vida, produtiva, saudável e digna? Eu não!

Para todos que vêm fingindo que não entendem o comportamento de seus filhos e para os jovens que acham “cool” usar DROGAS (o nome já diz), resta abrir bem os olhos diante das cenas e se ligar na seriedade da mensagem. Antes de passar pelo inferno para sentir na pele a destruição das drogas, porque não pensar um pouco antes de experimentar? Experimente ser diferente e ficar “limpo”. Talvez alguém escreva um novo diário, contando como foi forte e não cedeu à tentação da “felicidade de mentira”, que só trás desgraça de verdade…

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